AS TRÊS FASES DE UMA BATALHA (Parte I) 

Preparação – Ação – Repercussão

(II Crônicas 20) 

INTRODUÇÃO


     A vida cristã é uma verdadeira batalha constante para nos mantermos fiéis ao Senhor. Nosso adversário concomitantemente vive de forma incansável tentando fazer-nos desistir de nossa caminhada espiritual. Em suas tentativas, ele, o adversário, arma todos os ardis, usa todos os recursos, arregimenta todos os asseclas, prepara todas as armas para nos derrubar. Nesta breve meditação estaremos dissecando sobre o que acontece antes (preparação), durante (ação) e depois (repercussão) das batalhas que por vezes travamos.

PREPARAÇÃO

A fase da preparação é aquela na qual alguns acontecimentos se tornam conseqüências de uma inevitável guerra;.

1 – OS INIMIGOS SE UNEM (II Crônicas 20.1)

O texto nos sugere um ajuntamento de povos rivais com a finalidade de fazer sucumbir o povo de Deus. Contra o bem, até o mal se une!


2 – A EMINENTE GUERRA É ANUNCIADA (II Crônicas 20.2)
Se por um lado existem pessoas que só trazem notícia ruim, por outro lado, Deus nunca fica sem avisar seu povo (ainda que seja pela boca de um murmurador.)


3 – REAÇÕES E PROVIDÊNCIAS (II Crônicas 20.3)
A primeira reação do Rei Jeosafá foi temer, entrar em pânico, sentir pavor, desestabilizar-se emocionalmente. O homem exterior teme diante da adversidade, devido sua humana natureza, porém o homem interior sabe exatamente o que fazer no momento de crise; a saber, buscar ao Senhor; Foi exatamente isso que fez o rei após momentaneamente sentir medo. A Oração supera o medo!
Alem de buscar ao Senhor, apregoou um jejum em toda a nação para sensibilizar as emoções de Deus em favor de seu povo. Deus não resiste quando o homem admite sua fragilidade e sua total dependência do agir de Deus.


4 – UNIDOS PARA LUTAR, BUSCAR E VENCER. (II Crônicas 20.4)
Todas as cidades vieram à Capital para buscar ao Senhor. Alguém a princípio poderia pensar que era uma convocação de soldados para a batalha, mas na verdade foi um chamado espiritual para buscar a Face do Senhor. Todo Judá estava unido num só propósito; Buscar o socorro de Deus. Quando o povo de Deus se une em oração, não há inimigo que possa deter.


5 – O EXEMPLO DO LÍDER (II Crônicas 20.5)
O Rei deu o exemplo a ser seguido por todo povo. Pôs-se em pé diante da congregação e orou a Deus. Há momentos na liderança que o melhor a fazer, e às vezes é a única coisa a fazer, é orar. Quando o povo possui um líder que dá o exemplo em oração, a motivação para isto mesmo é natural. Não existe fórmula mágica, estratégia perfeita, projeto impecável; Se fazemos a cada dia a nossa parte em santidade e integridade, É só orar e Deus resolve tudo.


6 – A ORAÇÃO DO LÍDER (II Crônicas 20.6-12)
Em sua oração, Jeosafá nos expõe várias lições espirituais. Os elementos de sua oração se constitui numa fonte inspiradora para todos nós.
6.1 – Reconhecimento da soberania divina (II CRO 20.6)
6.2 – Lembrança das promessas e dos feitos divinos (II CRO 20.7)
6.3 – Apresentação da postura piedosa do povo (II CRO 20.8,9)
6.4 – Conhecimento dos ardis do adversário (II CRO 20.10,11)
6.1 – Reconhecimento da fragilidade humana e dependência da intervenção divina (II CRO 20.12)


7 – A RESPOSTA DE DEUS (II Crônicas 20.13-17)
Deus nunca deixa seu povo sem respostas, Ele sempre levanta alguém que fala em nome dEle aquilo exatamente que o povo precisa ouvir. Deus está no controle. O maior milagre desta peleja não foi nem a derrota do inimigo, mas sim a própria iniciativa de Deus em pelejar pessoalmente em favor de seu povo.


8 – COISAS QUE DEUS NÃO RESISTE (II Crônicas 20.18-20)
8.1 – Humilhação coletiva (II Crônicas 20.18)
8.2 – Adoração verdadeira (II Crônicas 20.18)
8.3 – Louvor sincero (II Crônicas 20.19)
8.4 – Ação responsável (II Crônicas 20.20)
8.5 – Fé e confiança inabaláveis (II Crônicas 20.20)

CONCLUSÃO
     Após verificarmos as ações e reações humanas, após percebermos o agir de Deus mediante nossas ações e reações, após constatarmos a audácia e incursões do inimigo contra o povo de Deus, veremos a seguir, o que acontece durante a batalha, durante os embates que travamos dioturnamente. Surpreender-nos-emos ao vermos o que Deus pode fazer quando confiamos e descansamos nele.

Continua...

 

PR. ROQUE O. RIBEIRO
2º Vice-Presidente
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